GCM - LOGISTIC CONSULTING - Consultoria especializada em logística e planejamento S&OP e S&OE

16 de novembro de 2016

UTILIZANDO O SISTEMA APS

Estudo de caso em uma Empresa Metalúrgica de Marília

Este artigo tem por objetivo informar o que é, algumas características e como funciona o Sistema APS. Além disso, será apresentada uma situação real da Empresa na aquisição e implementação do Sistema APS, onde observou-se algumas divergências de informações e dificuldades no processo de implantação.

Introdução

O atual contexto que as empresas vivenciam é a crescente exigência dos clientes e o aumento da necessidade de melhoria nos processos internos. As constantes transformações da globalização trazem um mercado meticuloso e preocupado com a qualidade, custos e prazos do produto, tornando as atividades de tomada de decisão mais elaboradas e complexas.

Diante deste cenário, para uma empresa manter – se com uma fatia do mercado é vital que haja uma boa integração entre as áreas produtivas e administrativas, além disso, é preciso adotar sistemas ou ferramentas controladoras do planejamento de produção.

Conforme CORRÊA e GIANESI apud SOUSA (2012) os sistemas de planejamento e controle da produção são essenciais para os processos produtivos, pois mantém ligados os diversos recursos produtivos. Através dos sistemas de planejamento as empresas garantem decisões operacionais sobre o que, quando, quanto produzir e comprar.

Devido a necessidade de satisfazer a manufatura das organizações, sobressai a ferramenta Sistema Avançado de Planejamento (APS – Advanced Planning and Scheduling) que pode trabalhar de forma isolada, além disso,  pode ser integrado a outro sistema, evitando, contudo, a duplicidade de dados cadastrais e a sobreposição conflitante com os diversos sistemas de gestão da organização (FAÉ, ERHART, 2005; ERHART et al, 2007).

Ainda de acordo com FAÉ e ERHART (2007) os sistemas APS são ferramentas especializadas em planejamento e programação avançada de operações que potencializam o trabalho dos gerentes de produção por meio de interfaces sofisticadas com o usuário. Estes sistemas utilizam o conceito de programação com capacidade finita e são capazes de considerar diversas variáveis de um sistema produtivo,necessárias para gerar um plano de produção viável e factível.

“As soluções de programação de produção baseadas em sistemas APS fazem o sequenciamento com capacidade finita e geram programas de produção realistas e altamente confiáveis, porque respeitam a disponibilidade efetiva de recursos produtivos, a existência de restrições operacionais, as condições de demanda e as políticas de atendimento da empresa. ” (CARVALHO, D. s/d)

1.           Sistema APS

O APS é uma ferramenta entre muitas outras que pode ser utilizada para auxiliar na gestão da produção e integração de várias áreas da empresa. Assim, pode-se definir o Sistema APS como:

“As soluções de programação de produção baseadas em sistemas APS, fazem o sequenciamento com capacidade finita e geram programas de produção realistas e altamente confiáveis, porque respeitam a disponibilidade efetiva de recursos produtivos, a existência de restrições operacionais, as condições de demanda e as políticas de atendimento da empresa. Ao programar a ordem das operações produtivas, os sistemas APS consideram, simultaneamente, os turnos de trabalho e a eficiência de máquinas e operadores, a necessidade de ferramentas, os tempos de setup, além de prioridades e datas de entrega prometidas. Estes softwares têm como principais características a rapidez e performance no processamento;  a precisão nas programações geradas; a elevada capacidade de refletir a realidade operacional dos diferentes sistemas de produção e a alta tecnologia com que são desenvolvidos.” (BUONAMICI, V., 2015).

            São softwares de grande eficiência e eficácia se utilizados da maneira correta e com o empenho de todos os envolvidos na implantação e implementação.

Segundo CARVALHO (2015) para realizar o planejamento da produção, o APS deve receber uma série de informações do sistema ERP - Planejamento dos Recursos da Empresa. As principais são:

*Saldo em estoque, Ordens de Compra e Ordens de Produção: para que o APS saiba quais são os materiais e produtos já disponíveis em estoque ou com uma ordem confirmada para sua compra ou fabricação.

*Pedidos de Venda: através dos pedidos o APS sabe quais produtos devem ser entregues, em que data e em que quantidade.

*Itens, Estruturas, Rede-Pert e Roteiros: através dessas informações o APS consegue determinar quais materiais devem ser comprados e fabricados, e qual será a utilização de cada máquina para fabricação dos produtos.

Após o planejamento o APS disponibiliza algumas informações, onde podemos destacar que as mais importantes são:

*Sugestão de Ordens de Compra e Ordens de Produção: essas informações são enviadas ao sistema ERP e disponibilizadas em relatórios ao planejador. São as listas de tudo que precisa ser comprado e produzido em cada data para atender o planejamento. O APS também sugere as ordens que podem ser reprogramadas ou canceladas.

*Reprogramação de Pedidos / Previsões: muitas vezes por falta de material ou de capacidade de produção alguns pedidos não poderão ser entregues na data prevista. O APS gera a listagem das reprogramações dos pedidos para que possam ser renegociados com os clientes.

*Programação e sequenciamento dos recursos: essa informação é de suma importância, pois indica em que sequência os materiais devem ser processados nas máquinas para que as datas de entregas dos pedidos sejam cumpridas.

 *Liberação de matéria-prima: Esse relatório determina a data que cada matéria-prima deve ser liberada para fábrica. Isso evita que sejam liberados materiais apenas para que máquinas não fiquem paradas, o que ocasiona aumento de material em processo e pode atrasar o processamento de outros materiais que a expedição esteja precisando.

2.           Estudo de caso: Utilizando a Ferramenta APS em uma indústria metalúrgica na cidade de MarÍlia

O objetivo principal deste estudo é mostrar o funcionamento e compreender os conceitos de programação e sequenciamento da produção utilizados pelo APS e o fluxo de informações desta ferramenta de planejamento avançado da produção. 

Em nosso estudo de caso chamamos a atenção para as Premissas de Funcionamento do APS, pelo que foi observado, caso não haja a devida atenção e dedicação na fase de implantação e parametrização do sistema, os usuários de qualquer ERP terão problemas, pois o APS não gerará os resultados satisfatórios e será apenas um “MRP de luxo”.

Devido a interesses comerciais da empresa de Software em vender o módulo de planejamento avançado, oferecem o produto sem a devida orientação em relação às exigências dos parâmetros necessários e sem o devido apoio e suporte que auxiliariam no processo de implantação.

Posteriormente, quando viu-se a necessidade de suporte da empresa que vendeu o sistema, altos valores foram cobrados para que esta ajuda fosse concedida.

Por outro lado a Empresa Cliente visando os resultados que a ferramenta pode oferecer não se atentou para os detalhes fundamentais das premissas em questão, adquirindo o modulo dentro do sistema.

Ao perceber os altos custos para toda a parametrização necessária e o elevado tempo de implantação, foram cometidas muitas falhas na intenção de ganhar tempo e reduzir custos, deixando itens fundamentais para serem parametrizados posteriormente.

Para o correto funcionamento do APS é necessário que as informações que irão alimentar o cálculo sejam verídicas e representem a realidade da fábrica com o objetivo de maximizar o retorno de um planejamento correto.Para tal é necessário estar atento às seguintes premissas: acurácia dos estoques, estruturas e processos de fabricação dos itens cadastrados corretamente e Rede Pert consistente (item e ordem de produção), consistência nos cadastros dos recursos secundários, ou seja, somente aqueles que restringem a fabricação, coerência nos cadastros de grupo de máquinas alternativos, apontamentos de produção verídicos, finalizar corretamente as ordens de produção, carteiras de pedidos / previsões compatíveis com a realidade.

Considerações Finais

Com todas as informações a que se teve acesso para realização deste trabalho, pode-se dizer que o APS visa suportar os processos de planejamento dentro de uma visão mais integrada e baseada em fatos e análises, sendo um programa bastante detalhado em função dos objetivos de produção, tornando-se assim, uma ferramenta extremamente eficiente e eficaz para as empresas. Porém, para que se obtenham os resultados prometidos e esperados, faz-se necessário um estudo e análise prévia na empresa onde as condições mínimas exigidas pelo sistema são compatíveis com as oferecidas pela empresa.

Com os relatos da experiência que observamos na empresa de metalurgia citada, podemos concluir que o Módulo de Planejamento Avançado no sistema ERP se tornará uma ferramenta fundamental e um pré-requisito para as organizações se manterem competitivas no mercado, pois além dos lucros o módulo traz uma maior confiabilidade nas tomadas de decisão. Porém, é possível observar que para tal é necessário que se esteja ciente de todas as condições necessárias para a implantação, dado que sem as informações devidamente cadastradas, parametrizadas, testadas e implantadas, não há como adquirir o Módulo de Planejamento Avançado – APS em seu ERP, pois não irá funcionar.

Referências Bibliográficas

BUONAMICI, V..O que é APS – Advanced Planning and Scheduling Systems.2015. Disponível em: <http://www.ppi-multitask.com.br/o-que-e-aps-advanced-planning-and-scheduling-systems>. Acesso em: 05 Nov 2016.

CARVALHO, D. O que é APS (Advanced Planning andScheduling).TECMARAN. Disponível em:<http://www.tecmaran.com.br/o-que-e-um-software-aps/>Acesso em: 04 Nov 2016

DINI, A..Sistema Avançado de Planejamento e Programação da Produção: Uma aplicação na indústria de automação bancária. Universidade Federal Rio Grande do Sul. Monografia. Porto Alegre, 2008.

EHRART, A.; FAÉ, C.; MENESES, G. Sistemas avançados de planejamento da produção: uma aplicação na indústria moveleira. In: SIMPÓSIO DE ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO, LOGÍSTICA E OPERAÇÕES INTERNACIONAIS, 10, 2007, São Paulo. Arquivo SIMPOI. São Paulo, FGV, 2007.

MRP. Disponível em: <https://www.totvs.com/mktfiles/tdiportais/helponlineprotheus/portuguese/mata710_mrp.htm>. Acesso em: 05 Nov 2016.

PRODUÇÃO. Disponível em: <https://www.totvs.com/mktfiles/tdiportais/helponlineprotheus/portuguese/sigaest_producao.htm>. Acesso em: 05 Nov 2016.

SOUSA, T. B. Referencial Teórico Sobre Sistemas APS: Um ponto de partida para futuras pesquisas. XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCÃO. Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social: As Contribuições da Engenharia de Produção Bento Gonçalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012.

ZAGO, C. F. Implantação de Sistemas Avançados de Planejamento (APS): Um estudo de caso na indústria de laticínios. Dissertação, Mestre. São Paulo, 2013. MARTINS, D. S. APS (Advanced Planning &Scheduling) – A utilização do sistema de capacidade finita como diferencial competitivo / Danilo Sena Martins; orientador: Geraldo Cesar Meneghello. Marília, SP: [s.n.], 2013. 76 f.

FONTE

Este artigo foi apresentado pelos alunos do 8º semestre do curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário Eurípedes de Marília - UNIVEM, em novembro de 2016.

AUTORES

> Arivaldo Silvério         
> Fabiana Martins         
> Guilherme Zorzenone
> Janaína Nogueira      
> Juliana Jeronymo        

18 de julho de 2016

OLIMPÍADAS 2016 EXIGEM PLANEJAMENTO LOGÍSTICO NO RIO

DHL está se preparando para adequar a movimentação de cargas aos desafios do grande evento

Para os Jogos Olímpicos 2016, o Rio de Janeiro espera 10 mil atletas e milhares de visitantes. O aumento de fluxo na cidade representa grandes desafios logísticos, não apenas relativos às atividades desportivas e cerimônias oficiais em si, mas também relativas à cadeia de suprimentos da cidade sede de forma geral.
A fim de não ter a sua operação comprometida, as empresas devem se preparar com antecedência, planejando estratégias e soluções para enfrentar o período com a manutenção dos níveis de serviço. De acordo com Alexandre Castro, gerente geral de Operações da DHL Supply Chain Brasil para um dos fornecedores do evento deste ano, “este período é caracterizado por uma grande movimentação de pessoas e mercadorias e uma série de restrições à circulação de veículos na cidade sede. Desta forma, mesmo as empresas e áreas da cidade não diretamente ligadas ao evento podem ser impactadas. Logo, são necessárias ações especiais para que as cadeias de suprimentos continuem fluindo de forma adequada”.
O primeiro grande desafio no período, certamente, é o crescimento da circulação de mercadorias em caráter transitório. Para isso, algumas das medidas que estão sendo aplicadas são a utilização de Centros de Distribuição e Hubs temporários, localizados no Rio de Janeiro e cidades próximas. Muitos operadores, por sua vez, reservam com antecedência espaço em voos, navios (nacionais e internacionais) e fretes terrestres.
“Reforço e treinamentos das equipes envolvidas, a busca de soluções alternativas e desenvolvimento de novos canais de distribuição também são muito importantes. Em Londres, houve casos em que o transporte estava disponível, mas não havia área para o desembarque”, ressalta Alexandre Castro.
Outra questão importante são as restrições à circulação de veículos. Muitas ruas são parcial ou totalmente fechadas e por longos períodos. A região do evento deve ser a mais afetada, mas a circulação na Zona Sul do Rio de Janeiro como um todo será dificultada. “Temos o mapa das ruas que serão fechadas ou outras alterações no trânsito. De qualquer forma, temos que acompanhar de perto esta questão, alterando rotas e horários de entrega. A utilização de veículos de transporte mais leves, como VUCs e motos pode ser também uma alternativa”, explica o gerente da DHL Supply Chain Brasil.
Fonte: Site Guia Marítimo,

http://www.guiamaritimo.com.br

19 de janeiro de 2016

PREFEITURA DE MARÍLIA INICIA PROJETO PARA IMPLANTAR PARQUE TECNOLÓGICO

O Parque Tecnológico congrega as principais empresas dos segmentos de alimentação, metalurgia, eletroeletrônica e tecnologia da informação

O Centro de Inovação Tecnológica e a Incubadora de Empresas de Marília foram credenciados à Rede Paulista de Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica (Rpitec), últimos dois requisitos que faltavam para o município solicitar a implantação do Parque Tecnológico.

O Parque Tecnológico congrega as principais empresas dos segmentos de alimentação, metalurgia, eletroeletrônica e tecnologia da informação. É um complexo de desenvolvimento econômico e tecnológico que visa fomentar economias baseadas no conhecimento por meio da integração da pesquisa científica e tecnológica. Várias instituições de ensino podem participar da pesquisa.

O projeto para a implantação do Parque, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com o Univem (Centro Universitário Eurípedes de Marília), será encaminhado ao governo do Estado no início deste ano.

Além do credenciamento junto à Rpitec, outros dois requisitos são necessários. Marília atende a todos. A cidade tem lei de incentivo fiscal – o prefeito sancionou lei que reduz a alíquota de ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) de 5% para 2% -; área compatível para a implantação do parque, que está localizada em Lácio, onde também será construído o IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) e a Fatec (Faculdade de tecnologia).

De acordo com o prefeito, a vinda do Parque Tecnológico para a cidade vai fomentar a economia local e atrair mais indústrias para o município. “Marília vai atrair mais investidores e se destacar na região como polo tecnológico. Já estamos com a agenda de janeiro cheia para resolver questões referentes ao parque”, afirma o chefe do executivo.

O Parque Tecnológico recebe verbas do governo do estado de São Paulo, mas é gerido pela prefeitura. Em breve, Marília vai disponibilizar no site, o Portal da Inovação, que oferece informações sobre a cidade para empresários que querem consolidar uma indústria no município, ou jovens entusiastas que têm ideias de startups.


Por FABIELE FORTALEZA para o Jornal Diário de Marília.

8 de novembro de 2015

A HORA CERTA DE TERCEIRIZAR SUA LOGÍSTICA

Já não sabe mais onde cortar os custos de Logística? Então pode estar no momento de terceirizar sua Logística.
Mas antes de iniciar esta discussão internamente em sua Empresa é preciso pensar no modelo de sua terceirização. Um dos principais erros nesta fase é confundir terceirizar com entregar a gestão totalmente ao Operador Logístico. Afinal, perante seus clientes, as mudanças que ocorrerem devem ser para melhor. 
Se você fizer uma rápida enquete com os principais gestores de sua Empresa vai ver que cada um tem uma expectativa diferente. Portanto, para evitar frustrações é importante que haja um consenso mínimo sobre o modelo de terceirização a ser adotado.
Avalie se a logística deve ser mantida nas atuais instalações ou transferir os estoques para um armazém do Operador logístico, que pode ser dedicado ou compartilhado, dependendo do porte e características do seu negócio.
Esta decisão está vinculada a um melhor aproveitamento das suas instalações para expandir ou diversificar o seu negócio ou se o espaço já não comporta armazenar os produtos se houver qualquer crescimento das vendas.
Caso a opção seja manter a atual estrutura física de armazenagem, a equipe e serviços podem ser terceirizados. Neste caso, discuta com o futuro Operador os atuais fluxos e veja formas de aumentar a eficiência com novos equipamentos e sistemas de TI. Se o Operador trouxer seus sistemas, a integração com os demais sistemas corporativos de sua Empresa deve ser avaliada, tanto do ponto de vista de recursos quanto do tempo necessário. Um cronograma formal deve ser negociado para evitar frustrações e atraso no Projeto de Terceirização.
No início deste artigo, mencionei a necessidade de levantar as expectativas de todas as áreas ANTES de iniciar o processo de terceirização. Após sua avaliação, elas devem resultar em um SLA (da sigla em inglês, Service Level Agreement) ou acordo de nível de serviço.
O SLA servirá de base para a contratação do Operador Logístico. Bem detalhado, o SLA servirá para dimensionar os recursos e propostas das Empresas interessadas na terceirização e, por outro lado, facilitar a análise comparativa das propostas comerciais e garantir que tudo que a sua Empresa necessita em termos de logística estarão contempladas na propostas comerciais dos Operadores.
Não se esqueça de incluir itens que reflitam os valores de sua Empresa, em especial no que se refere a Sustentabilidade. Dependendo da atividade de sua Empresa, o controle de resíduos sólidos é obrigatório e possui regulamentação legal específica. 
Outros pontos que devem ser estabelecidos são os indicadores de desempenho e os instrumentos de controle do Contrato. Devem ser designados os interlocutores do Contrato de ambos lados, para evitar que haja interferências indesejadas de parte a parte.
Se o projeto tiver muitos níveis de relacionamento ou unidades distantes geograficamente é recomendável elaborar uma matriz de responsabilidades detalhando local, atividade e quem são os responsáveis de cada uma das atividades.
Fonte de dor de cabeça, a Logística Reversa deve ser claramente definida desde o começo. Tanto no que se refere a recusa de materiais oriunda de seus fornecedores na entrada do seu Armazém quanto na volta de mercadorias recusadas pelos seus Clientes. E se o transporte for contratado em separado, este ponto deve ser negociado com os dois prestadores de serviço (Operador e Transportador).
Concluídos os passos anteriormente descritos, o processo de terceirizar sua logística está suficientemente amadurecido para que sua Empresa contrate um Operador Logístico competente para atender as necessidades dela.
Neste momento você terá a certeza que chegou a Hora Certa de Terceirizar sua Logística.


Por Rogerio Barrionuevo 

25 de outubro de 2015

QUAL A SUA GRANDE “SACADA” PARA TRIUNFAR NO MERCADO DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES, MESMO DIANTE DESSA CRISE?

A esta altura do campeonato você já percebeu que não dá para “fazer mais do mesmo”. Você acredita que sobreviverá a um ambiente com vendas em queda vertiginosa, margens muito baixas e até mesmo negativas, pressão incessante por melhores resultados, clientes impacientes, mal-humorados e muitas vezes insatisfeitos, etc.?

Então, pergunto-lhe, esteja você do lado dos Embarcadores ou do lado dos Prestadores de Serviços: qual a sua grande “sacada” para “surfar” nesse tsunami? Quem sabe este momento não seja o ideal para colocar em prática algo novo, realmente diferente daquilo que o mercado ou que seus pares oferecem? Ou você prefere continuar insistindo em fazer aquilo que todo mundo faz?

Veja este exemplo, que interessante. Até alguns anos atrás, empresas como Prosegur, Protege e Brinks apenas transportavam valores. Porém, diante da necessidade de expandir negócios, aplicando seu know-how em lidar com cargas de alto valor agregado, decidiram ampliar sua atuação para segmentos como farmacêutico, telecomunicações, jóias, eletroeletrônicos, metaloquímico, etc.

Uma outra transportadora, insatisfeita em atuar no segmento de carga geral, tanto lotação como fracionado, decidiu transformar-se em uma empresa dedicada à logística ambiental. Enquanto muitos “torciam o nariz” para os resíduos sólidos e líquidos, ela enxergou ali uma excepcional oportunidade para ganhar dinheiro. E está ganhando! O lixo está se transformando em algo tão valioso, que daqui a pouco precisará de escolta para o seu transporte!

Outra empresa se transformou em um dos mais especializados operadores em logística florestal. Além do tradicional serviço de transporte de toras e de madeira serrada/beneficiada, a empresa também atua na operação de destoca (extração dos tocos de eucalipto e o seu aproveitamento de biomassa para energia), preparo do solo e plantio de pinus e eucalipto, aplicação de herbicida, adubação, combate a pragas e até na logística reversa de embalagens de mudas, de adubos e de defensivos agrícolas.

Sob o ponto de vista de quem contrata o frete, avalie, o que pode ser feito diferente. Seu modelo (ou malha) logístico não poderia ser reavaliado? A forma de contratação dos serviços de transporte e o modelo tarifário, são os ideais para o atual momento? O processo de consolidação de cargas não pode ser melhorado? O drop size e o transit-time, não podem ser revistos? E os indicadores que você utiliza em seu dia a dia, realmente lhe proporcionam informações para uma eficaz tomada de decisão? Não existem oportunidades para o transporte colaborativo com outras empresas semelhantes ou complementares?

Volto a lhe perguntar: qual a sua grande sacada para lidar com essa crise? Nenhum insight tem “martelado” a sua cabeça? Vai ficar parado?

Na logística e no transporte, precisamos correr muito para permanecer no mesmo lugar. Lembre-se sempre disso! Bom trabalho!


Por Marco Antonio Oliveira Neves

12 de agosto de 2015

QUAL É O ESQUELETO DE UMA ESTRATÉGIA DIGITAL EFICIENTE?

Com o crescimento da internet, a rede passou a ser o meio de comunicação mais acessado e com maior consumo de tempo no Brasil. A média é de quase cinco horas por dia, contra quatro horas e meia de televisão, sendo que nosso país já representa a sétima maior população online do mundo. Esse cenário representa uma mudança no comportamento do consumidor, algo que deve ser levado em conta por todas as companhias ao estruturarem suas campanhas publicitárias.
O marketing digital é o segmento responsável pelo posicionamento das empresas nas redes sociais e páginas da internet. Se comparado com outros meios, a internet oferece vantagens quanto à abrangência, formas de comunicação e custo-benefício, mas é preciso estruturar as ações para que todas as vantagens do marketing digital sejam exploradas ao máximo. A construção de boas estratégias começa com o planejamento das campanhas, a execução bem-feita e o monitoramento de resultados.

Quer saber mais sobre o e-marketing e aprender a estruturar suas campanhas com sucesso? Então confira a seguir:
Planejamento
Uma empresa precisa estar presente onde seus clientes se encontram. Todas as classes sociais, gêneros e faixas etárias usam a internet e, por isso, não há mais espaço para quem ignora a internet. Por isso, é preciso haver um planejamento adequado, que tenha em mente o público-alvo, os formatos mais adequados para cada segmentação e os locais de anúncio.
Não basta apenas estar presente nas redes, seja através de um perfil no Facebook, Instagram, ou Twiter ou ter um website oficial, é preciso entender o que cada tipo de usuário faz com mais frequência na web. Quem pretende atingir um público sênior, por exemplo, formado basicamente por migrantes digitais, que ainda possui restrições quanto ao uso pleno da rede, deve planejar ações de fácil acesso, sem ações muito complexas — como preenchimento de formulário ou interações com outras plataformas. Por outro lado, quem pretende anunciar um produto para jovens pode explorar um pouco mais os
fatores multimídia da internet.

Um bom planejamento também deve abranger quais serão as ações em cada "local" da rede, seja em um site de relacionamento ou em um portal de notícias. Pesquise o quanto as pessoas estão interessadas no seu produto, se o interesse cresceu nos últimos tempos (isso pode ser interpretado como um segmento em expansão), onde estão localizados os clientes mais interessados em seu produto e quais são seus concorrentes. Ter em mente essas informações facilita o planejamento e auxilia na conquista de bons resultados.

Execução

No momento de pensar no marketing digital é preciso quebrar com alguns paradigmas antigos, relacionados ao conceito de marketing. Atualmente, estratégias que têm o objetivo de "empurrar" um produto para o cliente já não são mais utilizadas. Essa forma é conhecida como Outbound Marketing, ou seja, o velho marketing.
Diante da insatisfação com as antigas maneiras de se comunicar com os consumidores, surgiu o Inbound marketing, que foca na atração do público através de conteúdos de qualidade e de uma boa comunicação. O Inbound Marketing custa 62% menos que o Outbound, as empresas conseguem 97% mais acesso em suas páginas e o retorno sobre o investimento (ROI) é 275% maior.
Existem algumas ações que devem ser praticadas por equipes de marketing de todas as empresas que se enveredam na internet. São elas:
Marketing de Conteúdo

Através da publicação de conteúdos relevantes localizados em seu site, é possível aumentar o engajamento das audiências e, também, melhorar o posicionamento em ferramentas de busca. Quem está buscando algum assunto relacionado ao produto que sua empresa vende, pode chegar ao blog da sua marca e transformar esse acesso em vendas! Um conteúdo bem-feito pode gerar interesse de outros blogs e páginas, gerando ainda mais visibilidade para seu produto.

Marketing de mídias sociais

As redes sociais e seu poder de diálogo direto e o compartilhamento de conteúdos deve ser explorado com o objetivo de ampliar o relacionamento entre uma marca e seus consumidores, através de posts orgânicos, publicitários ou pesquisas de opinião. Empresas com uma boa postura nas redes têm mais chance de obter sucesso e conquistar mais seguidores.

E-mail marketing

Amplamente utilizado e, às vezes, até mesmo um pouco contestado, o e-mail marketing ainda é muito eficiente quando feito da maneira certa. Ele segue a tendência do Inbound marketing, ou seja, tem o objetivo de agregar informações para os consumidores. Para isso, ofereça o serviço de assinatura de newsletters e campanhas, e não se esqueça de entregar ao público peças de e-mail que façam valer a pena o ato de abrir e ler o material. Caso contrário, as chances de sinalização desses e-mails como spam crescem.

Marketing viral

Ao trabalhar com ações que abordem as emoções e motivações do seu público, há uma grande chance de que a publicidade cative sua audiência. A grande vantagem do viral é que ele tem o poder se multiplicar pelas mais diversas redes e plataformas.

Publicidade e pesquisa online

Banners, links patrocinados, videoAds e pop-ups são alguns dos recursos para posicionar a publicidade em websites e expandir sua visibilidade para fora do site oficial e das redes sociais. Para auxiliar a publicidade, existem pesquisas que permitem conhecer mais profundamente o mercado, os concorrentes e o comportamento do seu público neste ambiente virtual.

Monitoramento

Sem sombra de dúvidas, a maior vantagem do marketing digital com relação aos outros formatos é a oportunidade de acompanhar os resultados de suas campanhas em tempo real. O monitoramento das campanhas é parte essencial do trabalho da equipe de marketing para que seja possível interpretar quais são as melhores formas de comunicação e divulgação na internet, a satisfação dos clientes e a adesão às estratégias de interação. Tudo gira em torno dos resultados e, por isso, não faltam ferramentas que auxiliam na mensuração dos números obtidos pelas mais diversas campanhas. Portanto, fique de olho nos resultados para estruturar as próximas ações nas redes e, também, para identificar como o consumidor interage com sua empresa.
O marketing digital requer um planejamento consciente, uma execução em sintonia com o público e com o objetivo, além de um olho clínico sobre os resultados. Esses elementos fazem parte de um ciclo e, por isso, é bom pensar nesses aspectos como algo que precisa ser observado a cada nova ação de marketing nas redes.
Se você está interessado em turbinar a visibilidade de sua empresa na web, é preciso contar com profissionais competentes, que estejam em constante atualização e dominem as mais diversas ferramentas.

Por André Vieira Cintra - CEO Post Digital

22 de julho de 2015

O EXÉRCITO DE NAPOLEÃO E SEU EXEMPLO PARA AS EMPRESAS MODERNAS

O sucesso ou o fracasso de um exército pode ser creditado ao seu general que é o responsável por compor seu quadro de oficiais como também pelas estratégias de guerra. No mundo corporativo, a exemplo do que ocorre nos quartéis, o capital humano é o principal recurso para se atingir os objetivos esperados pela empresa e que a leva a conquistar espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

O texto a seguir, escrito pelo Prof. Marins, retrata de uma forma simples e direta os perfis dos profissionais encontrados nas empresas. Saber identificá-los e colocá-los em seus devidos lugares é o grande desafio para os gestores que querem formar equipes robustas de trabalho.

Leiam e reflitam sobre o texto, lembrando que qualquer semelhança é mera coincidência.
Boa leitura!

Prof. Geraldo C. Meneghello


Dizem que Napoleão Bonaparte classificava seus soldados em quatro tipos:

1. Os inteligentes com iniciativa;
2. Os inteligentes sem iniciativa;
3. Os ignorantes sem iniciativa;
4. Os ignorantes com iniciativa.

Aos inteligentes com iniciativa, Napoleão dava as funções de comandantes gerais, estrategistas. Os inteligentes sem iniciativa ficavam como oficiais que recebiam ordens superiores e as cumpriam com diligência. Os ignorantes sem iniciativa eram colocados à frente da batalha - buchas de canhão, como dizemos.  Os ignorantes com iniciativa, Napoleão odiava e não queria em seus exércitos.

Essa grande sabedoria de Napoleão serve também para a nossa empresa. Será que também não temos em nosso "exército napoleônico", que é a empresa de hoje, esses três tipos de "soldados"? E não serão todos necessários?

Pense bem. Um exército só de generais estrategistas por certo não vencerá batalha alguma. Alguém tem que estar no front. Obedientes oficiais (diretores, gerentes) sem estratégia também não vencem uma guerra. Soldados (funcionários) dedicados, sem comando, sem chefia, sem direcionamento, também não trazem sucesso à batalha. Portanto, precisamos dos três tipos de soldados para vencer uma batalha, assim como dos três tipos de colaboradores para que possamos vencer os desafios do mercado competitivo em que vivemos.

Mas, assim como Napoleão, devemos nos livrar, o mais rapidamente possível, dos ignorantes com iniciativa. Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer besteiras enormes. Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não deve e até ouve o que não deve. Um ignorante com iniciativa nos faz perder bons clientes, bons fornecedores. São os ignorantes com iniciativa que fazem produtos sem qualidade porque resolvem alterar processos definidos. Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco. Não precisamos dele. Nem Napoleão os queria.

E sua empresa? Você identifica em sua empresa os quatro tipos de soldados de Napoleão? E o que faz com cada tipo? Você tem sabido se livrar dos ignorantes com iniciativa?


Autor: Prof. Luiz Marins