GCM - LOGISTIC CONSULTING - Consultoria especializada em logística e planejamento S&OP e S&OE

8 de setembro de 2019

INDUSTRIA 5.0 – A PRÓXIMA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


INDUSTRIA 5.0
Ainda estamos discutindo a Indústria 4.0, onde a manufatura assumiu o rótulo de “inteligente” por meio da integração da IoT, IA, sistemas ciberfísicos, nuvem e computação cognitiva. O princípio básico por trás da quarta revolução industrial é que, encadeando máquinas, dispositivos inteligentes e sistemas, os fabricantes estão criando redes inteligentes em toda a cadeia de valor (de materiais à produção) que podem se controlar mutuamente.
Mas os avanços tecnológicos continuem a crescer numa velocidade incrível, tanto que a Industria 5.0 já pode ser vista no horizonte, e que, de acordo com alguns visionários da tecnologia , trará um aumento do toque humano de volta à manufatura. Portanto, onde a Indústria 4.0 coloca a tecnologia inteligente na vanguarda da manufatura, a Industria 5.0 será o aumento da colaboração entre humanos e sistemas inteligentes. Casar os dois fundirá a precisão de alta velocidade da automação industrial com as habilidades de pensamento cognitivas e críticas dos seres humanos.
De acordo com o diretor de tecnologia da Universal Robots, Esben H. Østergaard , a Indústria 5.0 é necessária devido à alta demanda de individualização dos consumidores nos produtos que eles compram, o que significa que eles preferem um grau de personalização e customização em seus produtos. Para apoiar sua declaração, Esben cita um artigo da Bloomberg detalhando a decisão do fabricante de automóveis Mercedes de dar mais espaço para os humanos nas fábricas de produção, observando que a personalização é um fator importante para os consumidores modernos.
As pessoas, não tecnologia, moldam o futuro da manufatura
No início deste ano, até mesmo Elon Musk dono na Tesla, admitiu que a automação excessiva de sua linha de produção do Modelo 3 foi ” um erro “, levando-o a twittar que “os seres humanos são subestimados”. O episódio resume o primeiro argumento de forma concisa: uma fábrica sem seres humanos é uma coisa perigosa. A manufatura simplesmente não se move sem pessoas qualificadas e motivadas.
Além disso, a manufatura é um grande empregador na maioria das economias. Na Suíça, por exemplo, cerca de um quinto da população tem empregos na industria. A fabricação é essencialmente uma atividade significativa que fornece bem-estar aos funcionários, proprietários e sociedade. A chave é continuar inovando novos produtos e melhorando os processos de fabricação. De acordo com Paul Krugman, laureado do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas, “A capacidade de um país de melhorar seu padrão de vida ao longo do tempo depende quase inteiramente de sua capacidade de aumentar sua produção por trabalhador”.
As pessoas, não a tecnologia, moldam o futuro da produção. Como as pessoas escolhem usar novas tecnologias decidirá como a fabricação evolui. Por essa razão, o aprendizado humano continuará sendo mais importante que o aprendizado de máquina no futuro da manufatura. Isso deve ser um pensamento tranquilizador para produtores e funcionários.
A Industria 5.0 irá melhorar tanto as máquinas quanto os papéis humanos na indústria manufatureira, deixando as tarefas monótonas e repetitivas para o mecânico e abrindo o lado criativo para o biológico. Isso permitirá que a equipe assuma mais responsabilidade e aumente a supervisão dos sistemas para elevar a qualidade da produção em todos os setores.
A ideia de colaboração entre humanos e robôs na linha de montagem não é uma visão do futuro distante. Na verdade, a consultoria Accenture divulgou recentemente uma pesquisa realizada com 512 executivos de todo o mundo, revelando que 85% deles prevêem uma linha de produção colaborativa entre humanos e robôs em suas fábricas até 2020. É uma perspectiva impressionante, considerando que a data prevista está muito próxima.
Essa projeção pode ser alarmante para alguns fabricantes que apenas começaram a adotar os padrões da Industria 4.0, mas a colaboração homem / robô já está ocorrendo na linha de produção, como mencionado anteriormente. É uma evolução natural que ocorrerá dentro da indústria de manufatura inteligente, e os produtores de robótica já desenvolveram robôs colaborativos que são seguros para uso em torno de trabalhadores humanos para evitar lesões no local de trabalho.
Embora a Indústria 4.0 ainda seja a principal revolução na mente da maioria dos fabricantes, também é importante ficar de olho no futuro. A tecnologia está constantemente avançando, e a produção deve evoluir para permanecer competitiva. Com o aumento da demanda por produtos personalizados de qualidade feitos sob medida, os fabricantes certamente se beneficiarão do que a indústria 5.0 tem a oferecer, e talvez reduza o medo inerente que a maioria dos trabalhadores de produção tem de ser substituída pela automação. Novas habilidades são necessárias, mas o local de trabalho colaborativo será benéfico para todos a longo prazo. Tudo o que precisamos fazer é manter a mente aberta.
A indústria está sendo “versionada” de forma muito livre. Precisamos ter controle dessas versões! Sem uma maneira melhor de descrever a inovação na indústria, estamos condenados a ver mais “modernização” da indústria, já que ela é um chamariz de atenção. Então, deixe-me cunhar o termo “Indústria 6.0”, onde nunca temos contato com qualquer máquina, pessoa ou mesa de desenho / configuração. Em vez disso, tudo é feito num aplicativo. Tiramos uma foto de um esboço e clicamos em “fazer”.
Fonte:Machine Design, pode ser visto em www.stylourbano.com.br

30 de setembro de 2018

LOGÍSTICA 4.0: COMO AS TRANSPORTADORAS PODEM SE PREPARAR PARA AS MUDANÇAS QUE ESTÃO POR VIR?


A Indústria 4.0 é uma realidade, uma mudança profunda que está acontecendo de forma silenciosa e intermitente e que tende a ganhar velocidade nos próximos anos. Portanto, o grande desafio dos profissionais da logística será entender e antecipar estas tendências e preparar suas empresas para atuar neste cenário.
A estratégia de crescimento de grandes grupos empresariais, passam por aquisições de empresas mal administradas e lentas em suas tomadas de decisão, ou seja, empresas crescem de forma desorganizada e frágeis em seus processos tornando-se presas fáceis. Desta forma, será imprescindível conhecer mais e melhor esta tendência empresarial preparando-se para estas mudanças. 

O artigo a seguir, posicionará você leitor sobre o contexto das mudanças da  indústria 4.0 na logística e como preparar-se para as mudanças de rumo.

Boa leitura!

Prof. Geraldo Cesar Meneghello

Logística 4.0 é uma expressão que representa uma nova fase da logística, ultra conectada e que atende aos requisitos de velocidade, ganho de eficiência, redução de custos e disponibilidade de informações impostos pela indústria 4.0.
Desde a primeira Revolução Industrial, em meados do século XVIII, na Inglaterra, o setor industrial vem na esteira das evoluções, sempre buscando se reinventar. A indústria tem grande necessidade de se adaptar aos novos requisitos e exigências do mercado. A grande novidade do momento é a Logística 4.0.
Afetando toda a ordem da economia e modificando nossa forma de fazer negócios, a chamada quarta revolução industrial transforma a sociedade e o estilo de vida dos indivíduos. Isso graças à sua combinação das maiores tendências em tecnologia: IoT (Internet das Coisas), Impressoras 3D, Big Data, Analytics, Realidade Aumentada, entre outras tecnologias recentes.
Klaus Schwab, grande economista alemão, já nos preparou para o que vem a seguir. Segundo o próprio, que cunhou o termo “quarta revolução industrial”, a mudança que estamos começando a experimentar será de tanta magnitude como nunca antes experimentamos.
Entendendo as revoluções industriais e a indústria 4.0
Para compreender melhor do que se trata a Logística 4.0, é preciso voltar ao passado e analisar as revoluções industriais anteriores e as suas consequências para o setor.
Quando falamos na Indústria 1.0, nos remetemos à primeira revolução, iniciada na Inglaterra do século XVIII. A essa altura, algumas descobertas, como a força mecânica e o maquinário a vapor, modificaram e expandiram as fábricas. A mecanização do trabalho expandiu as indústrias têxteis, metalúrgicas e até mesmo o setor de transportes.
Na segunda revolução industrial, passada no século XIX, o industrialismo dominou. Com grande especialização da mão de obra e busca por qualificação, a eficiência operacional ganhou importância. A produção em massa tornou-se uma realidade, e a capacidade produtiva foi multiplicada. Os modelos fabris fordianos tiveram grande destaque com a produção em série na indústria automobilística, a exemplo do “Modelo T” da Ford.
Antecedendo a fase que agora vivemos, a terceira revolução ocorreu no século passado, ou seja, em meados do século XX e foi caracterizada pelo início da transformação digital. Avanços surgiram nas ciências, robótica e eletrônica, além da popularização da internet, junto a aplicação de softwares e dispositivos móveis.
A Indústria 4.0, na qual estamos inseridos neste momento, é um conceito nascido na Alemanha. A tendência nessa fase é a automatização completa do setor fabril e a busca constante pelo aumento da eficiência, utilizando principalmente recursos ciberfísicos, possíveis por conta da IoT (internet das coisas) e da cloud computing (computação em nuvem). O conhecimento e a comunicação são as grandes tônicas dessa revolução.
A fábrica inteligente é a nova aposta em gestão, possibilitando produção avançada e novas práticas no ambiente fabril. A revolução é capaz de potencializar os níveis de rendimento em escala global, melhorando, inclusive, a qualidade de vida da população.
Porém, cabe destacar que a indústria 4.0 traz um grande desafio para as indústrias, e para o mercado em geral, pois só será capaz de se beneficiar desta nova revolução quem se adaptar ao novo momento, investindo efetivamente em inovação e busca de um modelo de gestão baseado em dados para a tomada de decisões cada vez mais assertivas.
O que é Logística 4.0?
Logística 4.0 é uma expressão que representa uma nova fase da logística, ultra conectada e que atende aos requisitos de velocidade, ganho de eficiência, redução de custos e disponibilidade de informações impostos pela indústria 4.0. Nela são privilegiadas as otimizações e a tomada de decisões apoiadas em dados, que em parte são produzidos dentro de cada empresa, e parte são trocados entre clientes, embarcadores, transportadoras, armazéns e demais envolvidos na cadeia logística.
A Logística 4.0 se utiliza de tecnologias modernas de informação e comunicação tais como a Computação em Nuvem, Webservices, EDI, Big Data, BI, Mobilidade e Analytics.
O que muda com a Logística 4.0?
A Indústria 4.0 não é apenas uma tendência, mas nossa atual realidade. Para ganhar a sua fatia nesse novo mercado e sair na frente das concorrentes, é preciso investir em novos recursos tecnológicos, desenvolvendo processos e equipes com alto potencial analítico. É essencial adotar Big Data e sistemas na nuvem para aumentar a eficiência e os diferenciais competitivos de sua marca.
A logística, claro, é diretamente impactada por essas mudanças. Se antes era comum manter grandes estoques e correr o risco de sofrer perdas gigantescas por conta dos prazos de validade e dificuldades de armazenamento, agora é essencial aplicar a gestão inteligente de estoques.
Controles de temperatura no centro de estocagem, lead-time reduzido, distribuição off-line obsoleta e baixa concorrência ficaram no passado! É hora de repensar as suas práticas para manter a empresa relevante no seu segmento.
Quais os benefícios da Logística 4.0?
Graças a adoção em larga escala das tecnologias da informação e comunicação, a logística 4.0 traz inúmeros benefícios para todos os envolvidos na supply chain, interligando clientes, indústrias, armazéns e transportadores para a troca de dados relevantes. Dentre os vários benefícios destacamos:
Maior integração entre os participantes da cadeia de suprimento
Prazos de entrega menores
Redução de estoques, evitando perdas e desperdícios
Otimização de espaços e de custos de armazenagem
Melhor aproveitamento das frotas e otimização de custos com transporte
Maior segurança da cadeia de fornecimento, evitando paradas em linhas de produção
Menor burocracia nos processos, elevando a produtividade e competitividade no mercado
Geração de grande massa de dados relevantes para apoiar as tomadas de decisão, cada vez mais assertivas e que possibilitam a melhoria contínua
Aumento das margens de lucro para as transportadoras e operadores logísticos que se engajarem nessa nova revolução
Como preparar a minha transportadora para a Logística 4.0?
A Logística 4.0 é ultra conectada e preza pela rapidez e pela otimização tecnológica, como você já pôde perceber. Para adotá-la e não se tornar obsoleta no seu mercado, a sua transportadora ou operador logístico deve promover mudanças na cultura organizacional e em práticas diárias. Mas o que modificar em sua empresa para se inserir e aproveitar esse movimento?
Mapeie e revise os seus processos de trabalho
Para se adequar a uma nova logística que é tão rápida e conectada, mudanças corporativas são necessárias. As empresas com processos obsoletos, que insistem em modelos completamente analógicos e manuais de gestão, podem ter dificuldade para se adequar a esse novo momento.
Para o gestor que deseja potencializar os resultados da sua empresa, é muito importante que seus processos de trabalho sejam conhecidos e revisados, buscando otimizar e automatizar o máximo possível.
Invista na comunicação com seus embarcadores
Com a velocidade cada vez maior que é demanda dentro do contexto da logística 4.0, não dá mais para aceitar a troca de informações de pedidos, ocorrências de transporte e situação dos fretes por email, e o lançamento manual de informações em sistemas, então a dica é apostar em tecnologias como EDI (Troca Eletrônica de Dados), e Webservices, que são capazes de integrar os embarcadores, transportadoras e demais parceiros (inclusive os fornecedores e clientes), evitando retrabalho, reduzindo custos, evitando erros e acelerando o trabalho.
Integração é a palavra-chave para adotar as práticas logísticas mais modernas na sua empresa. Essa conectividade facilita a gestão e permite controle completo sobre os processos.
Implante um Software de Gestão de Transportes (TMS) Completo
Ao implantar um bom TMS (Software de Gestão de Transportes) o gestor vai conseguir evitar retrabalho, aproveitar melhor as informações geradas durante as operações, integra-se com seus clientes e parceiros, e assim aproveitará melhor os seus recursos e atenderá as expectativas dos clientes.
Imagine gerenciar a empresa com planilhas, ou na ponta do lápis. Com todos os recursos que hoje temos à mão, essa prática analógica já não faz sentido. Se a empresa opta por adotar um software para gerenciamento da sua frota, por exemplo, as informações de abastecimentos podem ser importadas de bombas eletrônicas ou recebidas de postos parceiros por meio de EDI, e automaticamente registradas no sistema, sem digitação, sem perda de tempo e sem erros.
Conecte a sua frota e motoristas à base em tempo real
Se um veículo não está seguindo o trajeto planejado, o gestor pode intervir imediatamente sobre frota. Dessa mesma forma, se um determinado motorista estiver apresentando médias de consumo de combustíveis ruins, ou padrões de condução inadequados, a tecnologia dos rastreadores integrados aos sistemas de gestão de frota permite avaliá-los individualmente ou enquanto grupo por meio das análises e estatísticas.
Caso qualquer anormalidade ocorra na operação de transporte, como uma falha mecânica ou um roubo de carga, as novas tecnologias permitem não só a notificação à empresa e o monitoramento dos veículos, mas também o desligamento remoto do caminhão.
Utilize a mobilidade a favor da sua empresa
Quando seus motoristas utilizam aplicativos de registro de ocorrências de transporte, você e seus clientes ficarão informados sobre cada evento ocorrido durante a viagem, além do fato de que as melhores rotas podem ser escolhidas com facilidade, considerando a condição das estradas e a segurança do trajeto.
Os gestores também podem ser muito beneficiados pela mobilidade, já que aplicativos integrados ao Sistema de Gestão de Transportes (TMS) podem lhe fornecer em tempo real informações relevantes sobre a situação operacional e financeira da transportadora ou operador logístico.
Crie uma rotina e cultura de gestão baseada em dados
Diante do grande volume de dados e informações que as novas tecnologias e sistemas disponibilizam, surgem as condições para que os gestores interessados possam analisar as suas empresas por diversos aspectos, e a partir disso tomar as melhores decisões, reduzindo custos, melhorando prazos de entrega e atendendo cada vez melhor os seus clientes. Mas para isso é fundamental que seja criada na empresa a cultura de seguir uma rotina de analisar os relatórios e dados gerados pelos sistemas com frequência.
Já deu para perceber que a Logística 4.0 é aliada de um trabalho eficiente e pode potencializar inclusive a segurança de seus colaboradores, processos e bens, certo? A novidade não é uma previsão para o futuro: é uma realidade inegável que precisa ser tão bem aproveitada quanto possível pelo gestor moderno.
Por Fábio Cunha 

INDÚSTRIA 4.0


Indústria 4.0 – Todo mundo quer seguir tendências, mas quem segue está atrasado!

Indústria 4.0 
Seguir tendências é correr atrás de uma oportunidade que passou. Quem antecipa tendências é que consegue ficar bem posicionado e a frente dos concorrentes.

A Kodak apostou na fidelidade (de mais de 100 anos) de seus clientes de filmes fotográficos, e mesmo tendo inventado em 1975 a primeira máquina de fotografia digital, ignorou que isto poderia ser uma tendência e descartou a ideia.

Passado alguns anos depois, toda uma cadeia sustentada pelo filme fotográfico (fabricante de máquinas e filmes, indústrias químicas que produziam os componentes das soluções reveladoras, lojas de revelação) começou a ser dizimada porque os clientes estavam migrando para as tecnologias digitais, que permitiam centenas de fotos por passeio, e a opção de selecionar, na hora, a melhor pose (e refazer a foto se necessário).

A propósito: quem lançou no mercado a primeira máquina digital foi a Sony, em 1981, e por muitos anos esteve na frente dos seus concorrentes. E mesmo tendo desfrutado desta vantagem, não se acomodou e acreditou que os smartphones um dia substituiriam as câmeras digitais.

Por Renato Oliveira Marques 

31 de julho de 2018

5 CARACTERÍSTICAS DE PESSOAS QUE NASCERAM PARA LIDERAR


Você sabe quais são os sinais mais importantes de um grande líder? Não basta apenas saber delegar tarefas e comandar uma equipe. É preciso muito mais!

Como você definiria uma grande liderança? Alguém compreensivo e que demonstre compaixão? Há algum tempo, pessoas com esse perfil certamente seriam vistas como fracas para gerenciar uma equipe. Mas essas são algumas das reconhecidas características de quem nasceu para liderar.

Em recente artigo para Inc., o fundador da Leadership From the Core, Marcel Schwantes defende que uma grande liderança é sobre servir os outros. “Mais especificamente, trata-se de servir seus funcionários e colocá-los em igualdade de oportunidades com os clientes (e às vezes até à frente deles)”, defendeu. O especialista defende que esses cinco princípios de um líder podem ser desenvolvidos.

Veja aqui quais são:

1. Você se conecta facilmente com as pessoas
Líderes fortes se conectam com os outros com facilidade, mostrando sua humanidade. Eles aceitam que não são perfeitos e que cometem erros. E admitem isso. Quando o líder mostra autenticidade, os funcionários conseguem manter um maior diálogo demonstrando suas dificuldades e tropeços.

2.  Você envolve toda a equipe
Liderar é criar um ambiente diversificado de pessoas com maneiras diferentes de fazer as coisas e visualizar o mundo. Deixam as pessoas se sentir seguras para exercer sua criatividade, comunicar suas idéias abertamente e fornecer contribuições para decisões importantes.

3. Você demonstra compaixão e empatia
É uma tendência natural sua querer ajudar os outros? Enquanto as pessoas empáticas têm essa capacidade de sentir o que os outros sentem, a compaixão é uma forma mais objetiva de empatia. Você sente o que os outros sentem, mas leva para outro nível. Faz tudo o que estiver ao seu alcance para remover os obstáculos que estão no caminho. O recente estudo divulgado pela Oxford Handbook of Compassion Science verificou que a “gestão compassiva” leva ao alto desempenho organizacional, inovação, retenção de clientes e rentabilidade. E menos rotação de funcionários.

4. Você é transparente
Você compartilha informações e permite que todos saibam o que está acontecendo. Estudos demonstram que as organizações que compartilham informações com seus funcionários, reduzem a incerteza e aliviam o estresse sobre o ambiente em que trabalham.

5. Você incentiva sua equipe
Um líder deve sempre acreditar no potencial de seus funcionários. Incentivar o desenvolvimento de cada um e reconhecer os pontos positivos são pontos motivadores para sua equipe trabalhar com paixão e aumentar a criatividade. Assim, cada membro encontrará seu propósito em fazer parte da sua empresa.

Fonte: www.negociarias.com.br

25 de julho de 2018

OITO LIÇÕES DA GREVE DOS CAMINHONEIROS


Se o governo tivesse priorizado o transporte público e a produção local, a situação teria sido diferente!

Agora que a poeira dá os primeiros sinais de que começou a baixar, ou a subir, já que alguns caminhões voltaram a rodar pelas nossas precárias rodovias, é hora de falar sobre as lições que deveriam ser aprendidas com a greve (ou lockout) dos caminhoneiros. Até porque, no atual quadro, em que trabalhadores e empresários já perceberam o tamanho do estrago que são capazes de produzir, não há como garantir que algo parecido não venha a acontecer novamente nos próximos três ou seis meses. Vamos aos pontos:

1 – Política de reajustes – Neste primeiro item, não é necessário entrar muito fundo no debate sobre o papel da Petrobras. Se ela é uma empresa pública que serve ao cidadão ou se é um negócio privado que privilegia os acionistas. Nem é preciso ser parente de um gênio para entender que os reajustes no preço do diesel e da gasolina têm impactos diferentes na vida do país. Se os impactos são diferentes, os prazos e o tamanho dos aumentos devem seguir caminhos específicos. O diesel mais caro onera o transporte de carga, afeta o preço dos alimentos, o valor das passagens e o bolso do cidadão mais pobre.

2 – O público e o privado – Em uma situação gravíssima como a que o país enfrentou nos últimos dias, é preciso haver uma sinalização clara sobre quais são as prioridades. E aqui não pode haver dúvida: o interesse público deve sempre se sobrepor aos interesses privados.  O que a Prefeitura de São Paulo fez na quinta-feira, ao suspender o rodízio de carros na cidade, vai exatamente no sentido contrário. O momento era de deixar os carros em casa, economizar combustível, priorizar e incentivar o transporte público, liberar as vias para as bicicletas e para os veículos de emergência. Ao invés de fecharem escolas, poderiam ter organizado “walking bus” ou “biking bus” para que as crianças fossem em grupo andando ou pedalando.

3 – Foco na produção local – Mais uma vez ficou clara a necessidade de valorizar e incentivar o produto local. Papel a ser exercido não só pelos governos como por toda a população. Comprar do pequeno produtor, que vive próximo das cidades, garante o consumo de produtos mais frescos, preferencialmente orgânicos, com mais qualidade, mais fáceis de transportar e com menos emissões de poluentes e gases de efeito estufa.

4 – Priorizar os elétricos – Recuperar o tempo perdido investindo agora em uma malha ferroviária e hidroviária decente talvez seja custoso e demorado demais. No entanto, o uso da tecnologia de ônibus elétricos não é nenhuma novidade no país. Há 50 anos, várias capitais do país dispunham de razoáveis redes de bondes elétricos. Além disso, ônibus, barcas e VLTs podem, perfeitamente, circular com o uso de gás natural. Aliás, foi o GNV (Gás Natural Veicular) que evitou que grande parte dos taxistas ficasse sem trabalhar.

5 – Quem deve ser abastecido? – Se o combustível é pouco e está acabando, o que fazer? Simples, correr para o posto e encher o tanque antes do feriadão na Serra. Certo? Errado. Se não há para todos, é preciso pensar na maioria. E essa maioria anda de trem, ônibus, barca e metrô. Aliás, você sabia que o Rio de Janeiro ainda tem trens que são movidos a óleo diesel? Os ramais de Guapimirim e Vila Inhomirim não puderam funcionar por conta da greve. A negociação com os grevistas deveria priorizar exatamente a liberação dos caminhões com diesel para abastecer os ônibus. Não faz nenhum sentido cidades como São Paulo e Rio de Janeiro ficarem com apenas metade da frota de transporte público por falta de combustível.

6 – Ferrovias e transporte marítimo – É fato que o país fez a opção errada pelo transporte rodoviário. Sucumbiu aos interesses das montadoras há décadas e hoje paga caro pela escolha equivocada. Mas não precisamos nos conformar com isso. Ainda há tempo para mudar esse quadro, mesmo que seja lentamente. Hoje as ferrovias respondem por apenas 20% da movimentação de cargas do Brasil. Esse índice pode e deve aumentar, é um projeto para 20 ou 30 anos, mas precisa começar agora e ser tema obrigatório na próxima campanha presidencial.

7 – Escolher bem os interlocutores – Não há nenhuma dúvida de que o governo subestimou o movimento grevista e demorou tempo demais para reagir. E quando o fez parecia perdido, sem saber com quem falar e a quem recorrer. Como se a realidade e as agruras porque passam os caminhoneiros no Brasil fosse uma enorme novidade. Não são novidade, e é preciso criar os canais corretos para que isso não volte a acontecer. Por falar nisso, ainda existe um setor de inteligência no governo? Estavam de férias?

8 – Plano de contingência – O Brasil demorou anos para criar um plano de contingência para as enchentes que assolam, por exemplo, a Região Serrana do Rio e as favelas cariocas. Hoje, mal ou bem, já existem locais pré-estabelecidos para onde as pessoas devem se dirigir em caso de emergência. Sirenes tocam quando as chuvas ficam mais intensas e canais de comunicação mais eficientes foram criados. E se a greve dos caminhoneiros voltar a acontecer, o que faremos? Quem lidera o gabinete de crise? Quem aciona as sirenes? Quem negocia com as pessoas certas? Quem garante que os serviços básicos não sejam interrompidos e que o país não volte a parar?

Por Clarisse Linke, para o Projeto Colabora.

23 de julho de 2018

INDÚSTRIA 4.0 EXIGIRÁ UM NOVO PROFISSIONAL


O processo industrial está se transformando de forma irreversível – e quem quiser ter sucesso nesse novo cenário terá de desenvolver novas habilidades.

Esqueça a imagem que você tem de uma fábrica tradicional. No futuro, as linhas de produção barulhentas e confusas serão substituídas por um cenário peculiar. A chamada indústria 4.0 será cada vez mais automatizada e controlada por robôs. Máquinas dotadas de sensores conseguirão comunicar-se entre si – e tornar o processo produtivo cada vez mais eficiente.

Com o avanço dos sistemas de big data e da chamada internet das coisas, o controle da produção poderá ser feito remotamente.  “É uma questão de tempo para que indústrias de todo tipo se adaptem a esse novo conceito”, diz Osvaldo Lahoz Maia, gerente de inovação e tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de São Paulo.

O conceito de indústria 4.0 ganhou força na Alemanha, onde um projeto que envolve empresas, universidades e o governo foi lançado para modernizar a já desenvolvida indústria local.

Em poucos anos, esse conceito deve se espalhar por outros países. Como consequência, o perfil da mão de obra deve mudar totalmente. “Quem quiser trabalhar nas fábricas do futuro terá de desenvolver habilidades técnicas e interpessoais bem específicas”, diz Cezar Taurion, da consultoria Litteris Consulting, especializada em tecnologia da informação e transformação digital.

Eis quatro características que os profissionais técnicos precisarão desenvolver.

1. Formação multidisciplinar

Para trabalhar numa indústria 4.0, os profissionais terão de desenvolver um perfil multidisciplinar. “As indústrias continuarão precisando de gente com formação específica, mas eles terão de lidar cada vez mais com áreas sobre as quais não estudaram na faculdade”, diz o consultor Cezar Taurion.

Essa competência será cada vez mais valorizada porque, com processos mais eficientes, os funcionários poderão pensar em novas formas de gerar riqueza. Um arquiteto que antes só cuidava de projetos para novas plantas poderá, por exemplo, pensar em adaptações no design dos produtos que diminuam o tempo de fabricação. “Isso depende de uma boa dose de iniciativa e conhecimentos, além do que a profissão exigia no passado”, diz Osvaldo Maia.

 2. Capacidade de adaptação

Na indústria 4.0, o conceito de automação será elevado a outro patamar. Se antes os equipamentos só eram programados para obedecer a ordens enviadas por um software, a partir de agora eles também emitirão informações sobre seu próprio ciclo de vida. Isso significa que, antes mesmo de apresentar um problema de funcionamento, uma máquina emitirá sinais de que precisa passar por uma manutenção preventiva.

Na prática, os operadores precisarão se adaptar a um novo jeito de lidar com os equipamentos. Boa parte do comando será dada a partir de sistemas mobile. “Está chegando ao fim a era do técnico que só aperta botões”, diz Maia. “Os profissionais precisarão aprender a lidar com máquinas e robôs inteligentes.”
  
3. Senso de urgência

A disseminação dos sistemas de big data vai permitir que os funcionários tenham cada vez mais acesso a informações que antes eram restritas aos sistemas internos das empresas. De casa, por meio de um celular ou de um tablet, os empregados poderão interferir num processo que acontece a quilômetros de distância, dentro da fábrica.

“A ideia atual de turnos de trabalho passará por uma transformação”, diz Taurion. Isso trará vantagens notáveis, mas também exigirá dos profissionais discernimento para entender os limites entre o que é urgente e o que pode ser resolvido depois. “A facilidade que a tecnologia proporciona deve alterar a rotina do trabalho”, diz Taurion. “Os profissionais da indústria do futuro terão de aprender a equilibrar essa dinâmica.”

4. Bom relacionamento

Embora a tecnologia esteja transformando a maneira como as coisas são fabricadas, algumas regras para se manter um profissional relevante não mudam tanto assim. Ter um bom relacionamento com os colegas de trabalho continuará sendo importante – ainda mais em um ambiente em que o avanço da automação exigirá competências diferentes de cada um.

Entre os especialistas é forte a ideia de que, num ambiente cada vez mais digitalizado, a colaboração ganhará força. “O avanço da tecnologia afetará todo mundo, do chão de fábrica ao alto escalão”, diz Maia. “Quem conseguir passar por esse processo de mudanças sem grandes traumas demonstrará inteligência emocional para subir na carreira.”

Por Estúdio ABC - Publicado no portal da revista EXAME

O PERFIL PROFISSIONAL DA GERAÇÃO Z


Segundo Maurer, André Luiz (2013), o mercado de trabalho passa atualmente por uma mudança importante, em que jovens com perfil e com características diferentes de tempos passados estão iniciando suas carreiras e ingressando na vida profissional. Os desejos da geração Z desafiam as estruturas tradicionais das organizações e o próprio conceito de carreira profissional.

PESQUISA APONTA O ATUAL PERFIL DA GERAÇÃO Z NO BRASIL

Um levantamento realizado pela Page Talent está ajudando a revelar o atual perfil da geração Z no Brasil. Segundo o resultado final do estudo, os nascidos a partir da década de 90 são pró-ativos, fazem atividades voluntárias e têm algum tipo de domínio em inglês ou espanhol.


Ao todo, 3864 jovens entre 17 e 26 anos foram consultados entre junho e setembro de 2015 em todo o Brasil. 6,1% dos participantes são dos cursos de Biológicas, enquanto que Humanas aparece com 40,5% e Exatas, 51,1%.

“Os jovens hoje procuram ir além do que o universo acadêmico oferece. Essa procura constante por novidades e pelo conhecimento mostra um perfil diferente dessa geração em relação às outras. Eles são mais independentes, empreendedores, curiosos e participativos. São características deles. Querem fazer parte do processo de transformação do mundo e não serem apenas parte do todo”, analisa Manoela Costa, gerente-executiva da Page Talent.

Segundo os resultados finais do estudo, 64% dos participantes fazem ou já fizeram parte de algum trabalho voluntário. Fora do ambiente escolar, 60% dos respondentes disseram realizar atividades extracurriculares.

“Essa participação constante dessa geração é algo que ajuda, e muito, nos processos de seleção. São indicadores que pesam na hora da escolha de um candidato. Mostra que a pessoa com essas características gosta de desafios e não se limita a uma única atividade ou função”, explica a executiva.

Sobre um segundo idioma, 90% dos participantes garantiram ter alguma noção e interesse. Destes, 21% falam o básico do inglês, enquanto que 24% estão no nível intermediário, 29% no avançado e 19% no fluente. O espanhol também aparece na lista. 44% relataram ter o domínio básico do idioma, enquanto 16% são intermediários, 5% avançados e 3% fluentes.

“Essa geração já nasceu conectada e com muito mais acesso à informação. É natural dela ler, ouvir e interagir em outro idioma. Esse contato mais frequente com outra língua vai construindo uma identidade com esse jovem e ajudando ativamente no processo de educação”, conta Manoela.

Quem pensa que a graduação é o único objetivo acadêmico da geração Z está plenamente enganado. 41% dos respondentes pretendem cursar pós-graduação, enquanto que 23%, querem ter MBA. O Mestrado e os demais cursos de especialização aparecem com 13% de participação, enquanto que 8% querem fazer outra graduação e 1% não pretende continuar estudando.

Fonte: www.administradores.com.br;