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23 de janeiro de 2013

A GOVERNANÇA CORPORATIVA


É o conjunto de processos, costumes, políticas, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada. O termo inclui também o estudo sobre as relações entre os diversos atores envolvidos, os stakeholders e os objetivos pelos quais a empresa se orienta.

Os principais atores tipicamente são os acionistas, a alta administração e o conselho de administração. Outros participantes da governança corporativa incluem: funcionários, fornecedores, clientes, bancos e outros credores, instituições reguladoras e a comunidade em geral.

Governança corporativa é uma área de estudo com múltiplas abordagens. Uma das principais preocupações é garantir a aderência dos principais atores a códigos de conduta pré-acordados, através de mecanismos que tentam reduzir ou eliminar os conflitos de interesse e as quebras do dever fiduciário.

Um problema relacionado, entretanto normalmente tratado em outro fórum de discussão é o impacto da governança corporativa na eficiência econômica, com uma forte ênfase em maximizar valor para os acionistas.

Há ainda outros temas em governança corporativa, como a preocupação com o ponto de vista dos outros stakeholders que não os acionistas, bem como o estudo dos diversos modelos de governança corporativa ao redor do mundo.

Assim, o corporate governance (ou o governo das sociedades) é composto pelo conjunto de mecanismos e regras pelas quais se estabelecem formas de controle da gestão das sociedades de capital aberto, e onde se incluem instrumentos para monitorização e possibilidade de responsabilização dos gestores pelas suas decisões (ou atos de gestão).

A governança corporativa visa diminuir os eventuais problemas que podem surgir na relação entre gestores e acionistas e, consequentemente, diminuir o risco de custos da agência.

Tem havido um renovado interesse no assunto de governança corporativa desde 2001, particularmente devido aos espetaculares colapsos de grandes corporações norte-americanas como a Enron Corporation e Worldcom. Em 2002, o governo federal norte-americano aprovou a Lei Sarbannes-Oxley, com o propósito de restaurar a confiança do público em geral na governança corporativa.

A Governança Corporativa visa a aumentar a probabilidade dos fornecedores de recursos garantirem para si o retorno sobre seu investimento, por meio de um conjunto de mecanismos no qual se inclui o Conselho de Administração.

O tema possui importância crescente, por ser bem difundida a hipótese de que a estrutura de governança afeta o valor da empresa.

A questão é descobrir se existe uma estrutura de governança corporativa "melhor" ou "ideal". Vários códigos de governança foram elaborados com esta intenção... No Brasil, destacam-se os códigos do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e da Comissão de Valores Mobiliários(CVM).

Fonte: Wikipédia em 23.01.2013

22 de janeiro de 2013

OBRA DA FERROVIA NORTE-SUL COMPLETA 25 ANOS


Após anos de abandono, a obra da ferrovia foi retomada em 2007, em meio a corrupção

Triste situação 

Basta uma visita a Uruaçu para ver os estragos da corrupção antes e depois da interdição. O cenário é desolador. O mato toma conta e as enxurradas das chuvas levaram terra e cascalho, deixando em algumas partes trilhos levitando sobre o leito da ferrovia. Há também risco ao meio ambiente e à segurança urbana gerados pelos canteiros abandonados. A linha nova, com modernos dormentes de concreto, grafados com as marcas Valec e Constran (construtora contratada), e trilhos importados que enferrujam com a falta de atividade, se contrasta com o claro descuido em volta. 

Uruaçu (GO) – A obra da Ferrovia Norte-Sul (FNS) — a maior da história do setor no Brasil e essencial para integrar trilhos de todas as regiões e encurtar o caminho da exportação para diversos setores da economia — completou 25 anos em 2012. Marcada pelas falhas na elaboração e na execução do seu projeto e pelos desvios de recursos públicos, seus trilhos poderiam estar ajudando a reduzir o chamado custo Brasil, gerando empregos e abrindo frentes de negócios.

Mesmo depois de tanto tempo, o seu longo traçado original, 1,5 mil quilômetros de Açailândia (MA) à Estrela D’Oeste (SP), a Norte-Sul teima em não sair do papel e o adiamento de sua operação preocupa empresários e especialistas. Edson Tavares, superintendente do porto seco de Anápolis (GO), afirma que diversas indústrias estão prontas para operar com contêineres vindos do litoral. “A chegada dos trens representaria ainda a largada para vários investimentos”, completa.

Desde a sua retomada, em 2007, no segundo mandato do presidente Lula, após quase duas décadas de total abandono, a União gastou R$ 6 bilhões, que foram insuficientes para torná-la realidade. Embora tecnicamente próxima da conclusão, a ferrovia que incorporou mais dois trechos, se estendendo até Barcarena (PI) e Panorama (SP), precisa de revisão em diferentes partes, sobretudo no trecho goiano.

Com demoradas paradas sofridas em virtude de escândalos de corrupção desde a primeira licitação, em 1987, no governo Sarney, ou de trâmites burocráticos, a obra sofreu um último baque em julho de 2011. Foi quando o engenheiro e político goiano José Francisco das Neves, o Juquinha, ex-presidente da Valec Engenharia, estatal responsável pela construção da ferrovia, chegou a ser preso pela Polícia Federal, na operação Trem Pagador. Ele chefiou a empresa desde o começo da gestão petista, em 2003, tendo tido salto espetacular no patrimônio.

Os 680 quilômetros dos cinco lotes oficialmente em construção têm novo prazo para ser entregue até o fim do próximo ano, quando termina o mandato da presidente Dilma Rousseff. Até o momento, 15% das obras desse percurso estão prontas. Com orçamento total de US$ 6,7 bilhões, os trabalhos foram suspensos por causa dos escândalos do ex-presidente da Valec desbaratados pela PF e por relatórios do Tribunal de Contas da União de 2010, apontando superfaturamento em diferentes fases.

DESOLAÇÃO Preocupada em entregar a “espinha dorsal do país” ainda em seu governo, Dilma realizou uma faxina na Valec e no Ministério dos Transportes e aumentou a pressão política para acelerar o cronograma, sem mais “surpresas”. Ela visitou o ramal de Anápolis e o município de Goianira em março e avisou que só voltaria para inaugurar “a chegada do trem”, quando a Norte-Sul estaria operando de fato. Indiretamente, fazia alusão à repetida inauguração de trechos com apenas trilhos colocados, que marcou a gestão Lula. A presidente deu a entender que não mais desfilaria em locomotivas usadas em obras, cercada de políticos e assessores. “Quero ver a estrada funcionando, do Maranhão até aqui”, sublinhou.

Apesar da vontade da presidente, não há qualquer movimento da obra desde junho de 2011, pouco antes da prisão do presidente da Valec, diz um morador local. A cena mais impressionante é a do alojamento de máquinas da mineira SPA, que estava envolvida na obra com a Constran. Uma fila de tratores, caminhões e escavadeiras são consumidos pelo tempo. A construtora não respondeu aos pedidos de entrevista.

Por Sílvio Ribas - Estado de Minas

14 de janeiro de 2013

SISTEMA MILK RUN


INTRODUÇÃO

A ideia do Milk-run provém das técnicas japonesas de produção e sua tradução é “corrida do leite”. O nome tem sua origem no sistema de coleta diária do leite nas propriedades produtoras dos EUA.

DEFINIÇÃO

Milk Run consiste em um planejamento de entregas, mantido por uma empresa de transporte, onde para cada dia a empresa realiza uma recolha dos componentes de cada fornecedor em quantidades pré-determinadas com o objetivo de entregá-los ao fabricante (Greene, 1997, p. 21.13).

Segundo MOURA (2000), o sistema Milk Run pode ser realizado de três formas:

Ø    Pela empresa, na qual ela é responsável por gerenciar a melhor rota para seu veículo de coleta e determinar a quantidade de peças/itens que serão coletadas em cada fornecedor;
Ø    Coleta realizada por terceiro (transportadora), na qual a empresa determina a quantidade e a rota de coleta;
Ø    Por operador logístico, que determina, a partir do plano de produção da empresa, a melhor roteirização para a coleta.

A diferença entre ambos  os sistemas é a forma com que o suprimento é executado.

No Sistema Convencional, as peças são entregues pelos fornecedores na própria empresa, e os custos de transporte e movimentação estão inseridos no preço do produto (sistema CIF), o que se torna caro devido ao não aproveitamento total da capacidade de ocupação do transporte.

Já no sistema Milk Run, a empresa é a encarregada pela coleta das peças diretamente com seus fornecedores, o que a permite maximizar a capacidade de ocupação do transporte e otimizar as rotas,  logo, ela compra no sistema FOB e controla seus próprios custos de operação.

VANTAGENS

Ø      Minimiza o custo de frete;
Ø      Potencializa o giro de estoque;
Ø      Reduz o número de veículos dentro da empresa;
Ø      Reduz a ociosidade dos carregamentos;
Ø      Reduz os níveis de estoques nos fornecedores;
Ø      Sistema Just in Time (JIT) entre fornecedor e empresa;
Ø      Padronização de embalagens;
Ø      Redução de avarias no transporte.

REQUISITOS PARA IMPLANTAÇÃO DO MILK RUN

Ø      O fornecedor tem que cumprir o que foi combinado com a empresa;
Ø   Fornecedor e empresa devem estar próximos ou o processo deverá ter um local para consolidação da carga;
Ø    Embalagens devem ser padronizadas e combinadas entre fornecedor, operador logístico e empresa;
Ø  A empresa deve disponibilizar as informações da demanda de insumos ao longo de um período e informar quando estes deverão entrar em sua planta.

DIFICULDADES DE IMPLANTAÇÃO

Ø   Conscientização das partes envolvidas, no sentido de que todos devem priorizar a parceria que o sistema exige (ganha/ganha) e colaborar para manter o fluxo operacional;
Ø Gerência de imprevistos, tendo em vista que são muitos os envolvidos e cada departamento (logístico, produtivo e de fornecedores) deve ser flexível a ponto de saber trabalhar em conjunto para compreender e solucionar a causa do problema;
Ø      Sincronização e comunicação fornecedor/operador logístico/empresa, já que cada um traz cultura, rotina e formas de planejamento diferentes.

CONCLUSÃO

O Milk Run é um sistema de coleta programada que visa a redução do inventário e dos custos na cadeia logística integrada, através da utilização de equipamentos de transporte que recolhem determinados produtos em seus fornecedores, e os entregam em seu destino com quantidade, qualidade e tempo acordados.

Bastante difundido pelas automobilísticas, o sistema em questão pode ser usado em outros setores produtivos, no entanto, exige um alto grau de comunicação e parceria entre as partes envolvidas e tem como desafio agregar valor à cadeia de suprimentos, reduzindo seus estoques e suas perdas.

BIBLIOGRAFIA

GREENE, James H. Production and Inventory Control Handbook. Nova Iorque: McGraw-Hill, 1997

MOURA, D. A. Caracterização e Analise de um sistema de coleta de peça, “Milk Run”, na industria automobilística nacional. Tese - Mestrado. Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, Escola Politécnica, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2000.

MOURA, D. A.; BOTTER, R. C. Caracterização do sistema de coleta programada de peças, Milk Run. Revista RAE-eletrônico. v. 1. nº1. jan-jun/2002. 


PORTES, A. N.; SELLA, A. A.; GERALDI, G.; REISER, P. A.; SCHONFELDER, S. L.. As Vantagens de Operacionalização do Sistema de Transporte Milk Run. Especialização. Programa de Pós-Graduação em Nível de Especialização em Logística Empresarial da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Curitiba, PR. 2004.

Venâncio, Marcus Menezes B. PROJETO INTEGRADOR LOG EXPRESS NO MILK RUN. Disponível em <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAXuwAE/projeto-logistica> Acesso em 03/10/2012

<http://qualidadeonline.wordpress.com/2012/03/08/milk-run-um-sistema-para-a-logistica-dos-suprimentos/> Acesso em 03/10/2012

<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAXuwAE/projeto-logistica> Acesso em 03/10/2012

Este trabalho foi apresentado pelos alunos do 3º ano de Engenharia da Produção da Universidade Eurípedes de Marília – UNIVEM, disciplina: Logística e Cadeia de Suprimentos.

Prof. Geraldo Cesar Meneghello

AUTORES

Camila Raymundi Ortiz
Claudemir Rogério Mazzutti
Gustavo Katsumoto Sakai
Laiane Lourdes Cuer da Rocha
Misael Azevedo Mansano
William Felipe da Silva


13 de janeiro de 2013

PROFISSIONAIS MAIS DISPUTADOS DO MERCADO DE TRABALHO


SÃO PAULO - Enquanto algumas profissões sobram no mercado de trabalho, há profissionais que o departamento de Recursos Humanos custam a encontrar. De acordo com um levantamento da Page Personnel, especializada em recrutamento profissional, à procura por um profissional escasso atinge diretamente a produtividade das empresas e, para algumas áreas, sobram vagas no país.

“Hoje o processo de recrutamento está mais longo e exige um nível de exigência e conhecimento das consultorias para encontrar o candidato certo. Hoje há mais procura de candidatos do que oferta de profissionais, cenário até pouco tempo quase que improvável no Brasil. Hoje a busca por profissionais é mais demorada do que ocorria há três anos”, explica o diretor-executivo da Page Personnel, Roberto Picino.
A pesquisa ainda revela as 12 profissões que mais faltam no mercado. Você sabe quais são elas? Veja abaixo:
1) Supervisor de Produção
Tempo médio de recrutamento: 30 a 60 dias
Salário médio: R$ 6,5 mil a R$ 9 mil
Perfil necessário para a vaga: o profissional precisa entender da cadeia de produção, unir o lado lógico e o humano para que consiga lidar com a gestão de pessoas. Algumas empresas requerem profissionais especializados em seu segmento e em uma determinada área , como também empresas que seguem a linha multiprofissional, ou seja, buscam profissionais que entendam de diversas áreas e segmentos.
2) Técnico de Campo (manutenção eletromecânica)
Tempo médio de recrutamento: 30 dias
Salário médio: R$ 3 mil a R$ 4 mil
Perfil necessário para a vaga: o técnico de campo é um dos profissionais mais requisitados em empresas de máquinas, equipamentos e serviços. Ele é responsável pela manutenção (elétrica, mecânica e em automação) dos equipamentos e linhas de produção nos clientes da empresa a qual trabalha. A maior dificuldade é encontrar profissionais com conhecimento nas três áreas e com total disponibilidade para viagens frequentes.
3) Consultor em Engenharia
Tempo médio de recrutamento: 60 dias
Salário médio: R$ 3 mil a R$ 8 mil
Perfil necessário para a vaga: profissional muito requisitado por conta do conhecimento técnico na área específica da consultoria. A maior dificuldade é encontrar um profissional com esse conhecimento específico e que apresente um perfil dinâmico e agressivo de consultoria, além da disponibilidade de viagens.
4) Vendedor Key Account Sênior 
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias
Salário médio: R$ 4,5 mil a R$ 6 mil + comissões mensais
Perfil necessário para a vaga: gestão de carteira de clientes de grandes redes. Responsável pela negociação de contratos com compradores. Definição e implementação de ações promocionais com o objetivo de melhorar exposição dos produtos nas redes e incremento de vendas. Gestão de custos, rentabilidade e volume de vendas. Inglês fluente e boa penetração nas grandes redes de supermercado
5) Analista de Revenue Management
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias
Salário médio: R$ 3 mil a R$ 6 mil
Perfil necessário para a vaga: responsável pela gestão de receitas nas operações de vendas, gestão de preços, margem e investimentos de trade, construção e análise de P&L e dados de vendas. Elaboração de relatórios gerenciais, cruzando informações financeiras da empresa com informações de mercado. Analisar custos e despesas por produto e canal de vendas, antecipando necessidades de ações de preço ao mercado.
6) Analista de Inteligência de Mercado
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias
Salário médio: R$ 5 mil a R$ 6,5 mil
Perfil necessário para a vaga: municiar as áreas de Marketing e Vendas com informações referentes aos mercados, levantando e analisando situação da concorrência, movimentações estratégicas, posicionamento e novos entrantes em potencial. Analisar o posicionamento estratégico da empresa, apontando eventuais possibilidades de obtenção de vantagem competitiva.
7) Analista de Gerenciamento por Categoria Sênior
Tempo médio de recrutamento: 90 dias
Salário médio: R$ 5 mil a R$ 7 mil
Perfil necessário para a vaga: gerar informações sobre o consumidor e as novas práticas de mercado visando à melhoria dos planos de ação de gerenciamento por categoria. Desenvolver planogramas (estratégia de exposição e organização das marcas nos diferentes canais de vendas) direcionados por canais e regiões.
8) Analista de Marketing Digital / E-commerce
Tempo médio de recrutamento: 60 a 90 dias
Salário médio: R$ 4,5 mil a R$ 5,5 mil
Perfil necessário para a vaga: liderar projetos digitais com desenvolvimento e administração de conteúdo de websites de e-commerce, campanhas de mídia online. Geração e análise de relatórios de métricas online, com foco no resultado e usabilidade do websites, a partir de ferramentas como Google Analytics.
9) Demand Planning (Planejamento e Demanda)
Tempo médio de recrutamento: 60 dias
Salário médio: R$ 4 mil a R$ 8 mil
Perfil necessário para a vaga: o profissional precisa de uma visão geral da cadeia de supply chain. Forte interface com produção, logística e comercial - tanto vendas quanto compras. O profissional deve gerar a previsão de vendas de determinado produto / linha de produtos baseado em fatores como histórico de vendas, previsão de demanda, nível de estoque, sazonalidade entre outros. O idioma inglês acaba sendo exigido em mais de 90% dos casos.
10) Projetos Logísticos
Tempo médio de recrutamento: 90 dias
Salário médio: R$ 4,5 mil a R$ 9 mil
Perfil necessário para a vaga: o profissional de projetos logísticos está inserido em operadores logísticos, varejo ou indústria. Como operador logístico, tem que ter uma visão ampla de processos já que lida com segmentos diversos, com urgências e particularidades distintas. As atividades poderão ser voltadas tanto para o dimensionamento / planejamento, implementação ou melhoria do projeto.
11) Strategic Sourcing (Compras Estratégicas)
Tempo médio de recrutamento: 45 a 60 dias
Salário médio: R$ 4 mil a R$ 8 mil
Perfil necessário para a vaga: o profissional de Strategic Sourcing traz uma visão estratégica para a área de compras. Perfil comercial arrojado, com forte habilidade de negociação. Visão macro do processo de supply chain, além de trazer novas alternativas para o negócio, considerando custo-benefício, melhor qualificação de fornecedores, savings entre outros fatores. As empresas buscam por perfis com visão ampla e estratégica do mercado fornecedor, econômico, financeiro etc. Fluência em inglês é fundamental.
12) Vendedor Técnico
Tempo médio de recrutamento: 90 a 120 dias
Salário Médio: R$ 6 mil a R$ 7 mil
Perfil necessário para a vaga: formação em Química ou Engenharia Química / Experiência comercial no mercado cosmético. Gestão de carteira de clientes no segmento cosmético, prospecção de novas contas, venda consultiva e participação de feiras e eventos do setor.
Fonte: Yahoo Brasil

1 de janeiro de 2013

'FORBES': 10 PROMESSAS QUE PROFISSIONAIS BEM SUCEDIDOS FAZEM PARA O ANO NOVO


O ano novo trás a ideia de renovação e de dias melhores seja para colocar em prática projetos pessoais, familiares ou profissionais. Muitos de nós assumimos compromissos como: emagrecer, gastar menos, passear mais, perdoar um membro da família, entre outros.

Mas o que dizer de um ano novo para pessoas bem sucedidas e suas promessas? Você já percebeu como pessoas bem sucedidas identificam as coisas mais importantes e as priorizam em suas vidas? Estudar as pessoas bem sucedidas que dispõe de tempo suficiente para realizar suas tarefas do dia-a-dia é o propósito desta pesquisa.

1.      Passe mais tempo planejando a lista do que não fazer
Estratégia é a arte de sacrifício! É por isso que você pode considerar dispor de mais tempo para o que realmente importa. Em seguida identifique o que importa menos colocando em segundo plano em sua agenda. O seu tempo é um tesouro a ser investido, portanto, crie uma lista de coisas que você vai ou não  fazer e que lhe permita investir mais do seu tempo precioso em coisas mais importantes.

2.      Iniciar o dia fazendo o que é mais importante
Qual é a primeira coisa que você faz pela manhã? Muitos de nós iniciamos o dia de trabalho abrindo e lendo os e-mails. Acordamos com a mente e espírito renovados, pronto para enfrentar o mundo, e então somos distraídos por mensagens sem importância. Em vez disso, aproveite as primeiras horas do dia para assumir tarefas mais importantes.

3.      Pensar no "quem" ao invés de "no que"
Segundo a revista, empresas de sucesso correm o risco de focar demais em seus produtos e distribuidores - nas coisas - perdendo a visão das necessidades dos consumidores que mudam constantemente. A inovação, diz a revista, começa com os consumidores.

4.      Encontrar seu objetivo
Começar uma carreira, uma empresa ou qualquer tipo de jornada requer que a pessoa esteja firmemente embasada em um propósito, que é fundamental para o sucesso ou a felicidade. "Se você não sabe qual o propósito da sua empresa ou o seu próprio, achar um é a resolução que mais vale a pena".

5.      Apoiar uma causa
Apoiar causas como alimentar pessoas que passam fome, salvar florestas, apoiar quem luta contra o câncer, por exemplo, são situações que deixam as pessoas felizes em poder auxiliar.

6.      Criar mais escolhas
Quanto mais escolhas uma pessoa tem, menos presa ela se sente e, consequentemente, mais feliz fica. Toda vez que se sentir triste, a ideia é fazer um brainstorming focando em possibilidades.

7.      Achar um parceiro
Walt Disney e Roy Disney; Steve Jobs e Steve Wozniak; Orville Wright e Wilbur Wright. Quando há inovação, há um sonhador e um executor, diz a revista. A ideia é achar um parceiro para ajudá-lo a colocar em execução determinada inovação profissional ou empreendedora.

8.      Sair da jaula
O lado triste e irônico de ser um expert no que se faz é que, ao chegar a este ponto, a pessoa tem dificuldade de ver outras possibilidades. Ao invés de confiar apenas na sua experiência, o ideal é achar outros experts que queiram resolver desafios similares aos seus. A ideia é perguntar a eles o que falta a você.

9.      Ser criativo
Fazer três perguntas poderá ajudar a manter-se longe do papel de vítima e ajudam na criatividade: Qual é o resultado que você quer? O que está em seu caminho? Como você superar esses obstáculos?

10.  Planejar as férias
Planeje suas férias com um ano de antecedência. Ter algo para aguardar e para se lembrar é "precioso", diz a publicação.

Fonte: www.forbes.com/sites/mikemaddock/2012/12/30/ten-resolutions-the-most-successful-people-make-and-then-keep/

15 de dezembro de 2012

ENTENDENDO OS PROCESSOS MAKE TO ORDER E MAKE TO STOCK


A sigla MTO - Make To Order significa fabricação conforme pedido, ou seja, a produção começa logo após a ordem de um cliente ser recebida e aprovada pela empresa. É a estratégia onde a alocação de recursos só acontece quando se recebe a ordem do cliente.

Os pedidos deste tipo não são tratados na previsão de demanda, pois tem características peculiares, tais como: um equipamento específico, um lote fechado de produto, o início e término da execução são previstos, a lista de materiais/ fórmulas contém componentes ou ingredientes específicos, entre outros.

Os processos MTO normalmente são tratados como projeto onde cada ordem de fabricação tem um cálculo do custo de fabricação. Um bom exemplo de aplicação desta estratégia são os pedidos para exportação onde cada cliente em determinado país tem necessidade própria e requer uma fabricação diferenciada.

Na estratégia MTS - Make to Stock os produtos são fabricados com base em previsões de demanda e enviados para estoque aguardando a chegada dos pedidos. Um alto nível de acuracidade na previsão da demanda é fundamental para se evitar excesso de estoque ou perda de vendas devido à  falta de produtos. Portanto, na estratégia MTS a precisão das previsões é de grande importância para se evitar perdas com rupturas de fornecimento.

A estratégia MTS é utilizada pelas empresas de bens de consumo que produzem e comercializam grandes volumes e sua utilização requer padronização de processos, gestão eficiente do negócio e principalmente baixo custo operacional. Portanto, manter um nível de estoque adequado é importante para melhorar a eficiência e eficácia da gestão empresarial e o atendimento ao cliente.

Prof. Geraldo Cesar Meneghello

2 de dezembro de 2012

KAIZEN – UM ALIADO NA MELHORIA CONTÍNUA


Em um cenário cada vez mais competitivo e com clientes cada vez mais exigentes, cada vez mais focados em qualidade e outros fatores ligados ao bem estar, a questão que vêm preocupando e atentando as empresas é a busca de novos mecanismos, novas formas de conseguirem resultados mais rápidos, otimizando os processos, reduzindo os prazos de entrega,  e eliminando os desperdícios. Com esses fatores as empresas devem buscar formas de atender o mercado que esta cada vez mais competitivo, aí entra a utilização da Ferramenta Kaizen, auxiliando como método de gestão onde todos os colaboradores da empresa desde a alta gerência até o chão de fábrica estão interligados na busca do resultado final, o melhoramento contínuo.

Palavras-chave: Melhoramento Contínuo, Otimização de Processo, Kaizen.
Abstract
In a scenery more and more competitive and with customers more and more demanding, more and more focused in quality, health and other linked factors to the good to be, the subject that are worrying and attempting the companies is the search of new mechanisms, new forms of they get faster results, process otimização, reduction in the delivery periods, elimination of desperdícios.Com those factors the companies should always be linked to the melhoramentocontínuo, there he/she enters Ferramenta Kaizen's use, where all the collaborators of the company are interlinked in the search of the final result. 
Word-key: Continuous improvement, Otimização of Process, Kaizen.
1 – Introdução

Em um cenário cada vez mais competitivo e com o objetivo de atender a demanda crescente, as empresas tem se preocupado cada vez mais em se adaptar ao mercado que esta cada vez mais exigente.

Com isso as empresas tem se voltado para seu sistema de produção e analisado as formas com que seus colaboradores, desde a alta gestão até chão de fábrica, têm estado atentos as mudanças.

Uma ferramenta simples e de fácil aplicação que tem auxiliado os gestores a terem seus sistemas de produção cada vez melhores, atendendo a demanda do mercado dentro dos prazos de entrega, visando garantir a satisfação dos clientes, utilizando a visão de todos seus colaboradores é o Kaizen, que visa o melhoramento contínuo (Aragon, 2005).
Segundo Aragon (2005), o kaizen esta pautado na eliminação de desperdícios com base no bom senso, no uso de ferramentas baratas que se apoiem na motivação e criatividade dos colaboradores para melhorar a prática de seus processos.
Nos anos 50, foi retomado pelos japoneses as idéias da administração clássica de Taylor, criando o conceito de Kaizen.

Segundo Costa Leite (2007), Kaizen significa melhoramento em todas as áreas, seja melhoramento na vida pessoal, na vida doméstica, na vida social e no trabalho.
 
2 - Desenvolvimento

Este trabalho tem como objetivo ressaltar a importância da aplicação da ferramenta Kaizen nas empresas, como forma de melhoria contínua. O importante não é a quantidade de melhorias, mas sim que todos os dias sejam feitos alguma mudança seja ela no profissional, na empresa, nos maquinários, enfim em todos os fatores que estão correlacionados com empresa, empregado, processo e outros.

Segundo Costa Leite (2007), existem habilidades específicas, comportamentos e ações que precisam ser desenvolvidas para que o melhoramento seja sustentado ao longo do prazo, necessitando de uma melhoria contínua.
2.1 - O que é Kaizen?

A expressão Kaizen significa literalmente, MUDE (KAI) para tornar-se BOM (ZEN). A metodologia kaizen foi desenvolvida pelo engenheiro Tachi Ohno e originou-se na indústria Toyota no Japão nos anos 50, e significa aprimoramento, melhoria contínua. O Kaizen tem como teoria “Hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”, não se deve passar nem um dia sequer sem que alguma mudança seja feita.
A filosofia Kaizen afirma que o nosso modo de vida seja no trabalho, na sociedade ou em casa merece ser constantemente melhorado (MASSAKI IMAI, 2005).
De acordo com Carlos Mesquita, 2007 a metodologia Kaizen baseia-se em alguns pontos fundamentais:

* Qualidade: como melhorá-la

* Custo: como controlá-lo

* Entrega pontual: como garanti-la.

2.2 - Segmentos do Kaizen

Segundo Massaki Imai (2005) um programa bem definido de Kaizen pode ser dividido em três segmentos:
• Kaizen orientado para a administração

• Kaizen orientado para o grupo 

• Kaizen orientado para as pessoas

2.2.1 - Kaizen para administração

O kaizen orientado para a administração envolve as mais importantes questões, garantindo o progresso na implantação e a moral. Segundo Massaki Imai (2005) um gerente deve dedicar pelo menos 50 por cento do seu tempo ao melhoramento. Fazendo com que o programa possa perpetuar pela empresa em todas as áreas.

Se as pessoas são capazes de seguir o padrão mas não o fazem, a administração deve introduzir a disciplina. Se as pessoas não são capazes de seguir o padrão, devemos oferecer treinamento ou revisar o padrão para que as pessoas possam segui-los Massaki Imai, (2005).
2.2.2 - Kaizen para o grupo

Não se pode falar em melhoria contínua sem destacar a importância e as funções da equipe. Segundo SHIBA (1997), a melhoria contínua significa o envolvimento de todas as pessoas da organização no sentido de buscar, de forma constante e sistemática, o aperfeiçoamento dos produtos e processos empresarias, e ainda que a melhoria contínua pressupõe mudanças no hábito da organização e grandes mudanças com maior planejamento.

Os grupos de Kaizen devem ser formados por pessoas de todas as áreas afetadas e correlatas, com o intuito de aprender a utilizar as técnicas nas soluções dos problemas. Como em todas as áreas da empresa existe um coordenador, um líder, aqui também deve ser eleito um líder que terá o papel de informar a todos do grupo o que esta acontecendo e canalizar todas as informações transformando-as em ação.
Primeiramente deve-se fazer um estudo de todos os problemas, definindo se esta de fácil solução ou se terá que ter o auxílio do método PDCA (Plan-Do-Check-Action). O ciclo PDCA de Deming, tem por princípio tornar-se mais claros e ágeis os processos na execução da gestão. Além do PDCA poderá ser utilizadas outras ferramentas como diagrama de causa e efeito, 5 Porquês, 5W1H.
2.2.3 - Kaizen voltado para pessoas

O kaizen voltado para pessoas ocorre na forma de sugestões, fazendo com que as pessoas tenham mais empenho em realizar as suas tarefas. Esse sistema deve ser bem dinâmico e funcional, servindo de avaliação de desempenho do supervisor dos operários.

 Segundo a Associação Japonesa de Relações Humanas, nos sistemas de sugestões das empresas, os principais temas são:

•   Melhoramentos no próprio trabalho 

•   Economia de energia, materiais e outros recursos 

•   Melhoramentos no ambiente de trabalho 

•   Melhoramentos nas máquinas e processos

•   Melhoramentos nos dispositivos e ferramentas

•   Melhoramentos no trabalho de escritório 

•   Melhoramentos na qualidade do produto 

•   Idéias de novos produtos 

•   Serviços e relações com o consumidor

Considerado e conhecido como o pai do Kaizen, ressalta que a melhoria contínua do processo nas organizações é gradual e que se inicia no próprio local de trabalho. Ele afirma que “o erro principal de muitos profissionais e consultores da qualidade é o depender demasiado da tecnologia ou de ferramentas sofisticadas, notadamente estatísticas, é de serem viciados em aplicações computacionais ou mapas muito complexos que só uma elite acaba por conseguir fazer ou perceber” (Imai, 2005).
Em uma de suas entrevistas, Imai fala sobre a simplicidade em se buscar melhorias e que empresas e empresários possuem um pré-conceito ocidental em se acreditar que esse tipo de melhoria custa muito em termos de valores. “Pensam que devem ter o estado da arte da tecnologia e os equipamentos mais avançados para melhorar (Imai, 2005)”. Analisando o modo de negocio do “outro lado do mundo”, garante que o foco em resultados a curto prazo dificulta a implantação e adoção do Kaizen.
3. Conclusão

Pelas pesquisas realizadas, pode-se verificar que o Kaizen, que significa basicamente melhoramento por meios de solução de problemas, dentro da gama de ferramentas de gestão é considerado uma das mais importantes na visão estratégica de negócios. Está fundamentada pelas características do melhoramento continuo e pelas intensivas mudanças nas organizações, tanto quanto nos métodos, vantagens e desvantagens que permeiam sua implantação. 

Dentre os mandamentos a serem seguidos pode-se elencar a eliminação de desperdício; melhorias de forma gradual e continua; envolvimento massivo de colaboradores; simplicidade sem a necessidade de altos investimentos e sem grande envolvimento de tecnologia; gestão, procedimentos, processos e valores visíveis e ao alcance de todos de uma forma acessível e mostrado de forma transparente e, acima de tudo, o aprendizado como essência das organizações. 

Podemos concluir que o kaizen é hoje uma metodologia que trata diretamente os processos industriais em seu todo, como as pessoas, o grupo e as questões administrativas, focado no melhoramento contínuo e com um diferencial de garantir a sustentabilidade,com uma forma mais rápida de ser aplicado.

4. Referência Bibliográfica


APLICAÇÃO DA FERRAMENTA KAIZEN NO PROCESSO DE RECIRCULAÇÃO DE TINTAS NO SETOR DE PINTURA DE UMA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
Disponível em:www.fmepro.org/XP/editor/assets/DownloadsEPD/TCC_jan2007_ CarlosCiconelli.pdf  Acesso em 23/04/2009.

FILOSOFIA KAIZEN APLICADA EM UMA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA Disponível em:http://www.iem.efei.br/sanches/Ensino/pos%20graduacao/Gestao%20QT/artigos/Ricardo%20%20Kaizen.pdf  Acesso em 09/02/2009.

KAIZEN: BAIXANDO CUSTOS E MELHORANDO A QUALIDADE  Disponível em:http://br.kaizen.com/artigos/kaizen-baixando-os-custos-e-melhorando-a-qualidade.html Acesso em 09/02/2009.

MASAAKI IMAI. Kaizen: A Estratégia para o Sucesso Competitivo. 6 ed. São Paulo-SP, 2005.
SHIBA, Shoji. TQM: quatro revoluções na gestão da qualidade. Porto Alegre, 1997.

CAMPOS, V. F. Controle da qualidade total (no estilo japonês). Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottani, 1992.

SLACK, Niegel, Stuart Chambers, Robert Jonhston; Administração da Produção; tradução Maria Teresa Corrêa, 2ª edição. São Paulo: Atlas, 2002.
Autores

Edgar Michalsky Monteiro
Fernando Zampar